Reposição Hormonal Masculina: O Que o Médico Encontrou e o Que Mudou
Eu estava treinando direito, comendo direito, dormindo razoavelmente bem. E mesmo assim a conta não fechava.
Seis meses que eu ignorei.
Não porque não percebi. Percebi sim. A disposição caindo enquanto a carga de treino subia. O desânimo aparecendo sem motivo claro. Uma irritabilidade nova, que não era minha.
Achei que era fase. Trabalho pesado, estresse, essas coisas.
Mas tinha algo diferente. Eu gostava dos treinos. Gostava da rotina que tinha construído. E mesmo assim saía do treino mais destruído do que o normal. Não era cansaço de quem malhou pesado. Sentia que era outra coisa.
A reposição hormonal masculina ainda carrega muito preconceito. A maioria dos homens chega ao médico tarde demais, depois de anos convivendo com sintomas que poderiam ter sido resolvidos com um exame simples.
Fui pesquisar por conta própria
Antes de ir a qualquer médico, fui na internet.
Sei que não é o ideal. Mas os sintomas batiam tão bem com queda hormonal que resolvi testar antes de pagar consulta.
Fiz os exames por conta, sem encaminhamento. Testosterona total e livre. Em qualquer laboratório você consegue fazer. Exames: R$ 45,00 na época.
Primeira medição: 468 ng/dL total, cerca de 35 pg/mL livre. Dentro do normal, mas no limite inferior para um homem ativo. Resolvi esperar mais um tempo, monitorar.
Quando os sintomas pioraram, fiz o exame de novo.
296 ng/dL.
Baixo. Explicava tudo.
Tentei resolver sozinho antes
Antes de ir ao médico, tentei a rota mais falada nas minhas pesquisas. Tribulus terrestris, maca peruana. Tomei por quatro meses.
Funcionou? Parcialmente. Mais disposição, sim. Melhora no apetite sexual, sim. Mas ao medir a testosterona depois, o aumento foi mínimo. Não era suficiente para o meu quadro e objetivo.
Útil para sintomas leves. Para o que eu estava vivendo, rotina longa de trabalho e treinos cada dia mais puxados, era pouco.
Mas a maca peruana ficou. Até hoje tomo. Não por obrigação. Acho que me faz bem, tem valor nutricional real, e acredito que ajuda a suavizar a queda natural que acontece nos dias antes da próxima dose. Nada comprovado no meu caso, mas é o que percebo. E quando algo faz bem sem fazer mal, não tem motivo para parar.
A consulta com o endocrinologista
R$ 250 na época.
O médico não receitou nada na primeira consulta. Pediu exames antes. Queria confirmar as oscilações. Fez duas medições em 15 dias.
Conclusão: hipogonadismo em nível baixo. Característico pela idade, quase 39 anos na época. Atenuado pelos treinos, mas presente.
Ele foi direto: acima dos 35, queda hormonal é normal. E conforme o tempo passa, vira quase obrigatório tratar. Os treinos ajudam, mas não compensam o que o corpo deixa de produzir.
O protocolo
Injeção. A primeira pergunta do médico foi se eu tinha problema com agulha. Disse que não tinha.
Nebido
Uma aplicação a cada 40 dias. O pico inferior cai por 1 a 2 semanas antes da próxima dose.
Durateston
1ml a cada 15 dias. Pico inferior mais curto, transição menos brusca. Níveis hormonais mais estáveis durante as doses.
Escolhi o Durateston. Trabalhava em cidades pequenas na época e precisava de algo fácil de encontrar. A janela de queda era menor. O preço entre R$ 40 e 60 reais, muito em conta. Único problema eram as doses mais frequentes.
Como era antes da próxima dose
Quinze dias depois, perto da hora da aplicação, vinha uma leve queda. Nada que mudasse a rotina. Era como ter tido um dia mais pesado de trabalho.
Mas o basal era diferente. Me acordava bem. Ânimo. Boa disposição com minha família. Libido alta, a esposa foi quem gostou muito. Treinos com progressão real.
O sono melhorou. A recuperação muscular também. Não acordava destruído no dia seguinte ao treino.
E tinha uma coisa que é difícil de explicar sem parecer exagero: paz. Uma sensação de equilíbrio que eu não lembrava de ter há anos.
O medo que eu tinha antes
Tinha medo de depender. Medo de efeitos colaterais.
O médico foi objetivo: se você já está produzindo pouco, fazer reposição e o corpo parar de produzir, que diferença faz? Ele já não estava produzindo direito. Você mantém a reposição como algo fixo e segue em frente.
Já os efeitos colaterais, ele explicou que só seriam preocupação para doses suprafisiológicas. Não era meu caso. Minhas doses mantinham a testosterona dentro dos níveis normais, apenas na parte alta do intervalo.
Fez todo sentido.
Uma coisa que vale para mulheres também
O médico não falou especificamente sobre reposição feminina na nossa conversa. Mas deixou claro: queda hormonal atinge todo mundo. Homem, mulher, independente de treinar ou não.
Depressão sem motivo aparente. Gordura que não sai. Casais que perdem a conexão e não entendem por quê. Cansaço crônico. Baixa libido. Tudo isso pode ter origem hormonal.
Se você sente que algo não está fechando apesar de estar fazendo a sua parte, vale investigar. Um exame de sangue conta muito mais do que anos de achismo.
O que eu diria para mim naquele momento
“Busca o equilíbrio.”
Não o resultado. Não o número na balança. O equilíbrio.
Porque quando você está equilibrado, tudo o mais fica mais fácil. O treino, a dieta, a cabeça, a família. Tudo.
Espero ter acrescentado algo à sua vida e à sua rotina. Nos vemos no próximo artigo.
O suplemento que continuo usando
Não parei de tomar maca peruana mesmo com a reposição. Uso por escolha, não por prescrição. Se quiser experimentar, deixo o link abaixo.
Indicado pela Foco & Movimento
Maca Peruana
Suporte nutricional real. Uso até hoje, mesmo com reposição hormonal. Ajuda a suavizar a queda entre as doses e me faz bem no geral.
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