De 68kg a Um Corpo Construído de Verdade — o Treino para Ganhar Massa Muscular Que Funcionou na Estrada
Não foi só na academia que tudo mudou. Foi às 5h30, com marmita na bolsa e uma camiseta nova.
Tem um momento em que você para na frente do espelho e percebe que o esforço está ali. Não na balança. No ombro que ficou mais largo. Na calça que sobrou na cintura mas apertou na coxa. Na camiseta que mostrou o que antes ficava escondido embaixo de tecido largo.
Eu tinha acabado de comprar duas camisetas para treinar. Parece detalhe, mas não era. Por muito tempo treinei de camisa de manga, do guarda-roupa antigo, da época em que o corpo não me representava. Quando coloquei aquelas camisetas novas e vi o que o espelho mostrou, algo virou.
Decidi que queria ir mais fundo.
A fase que ninguém conta
A maioria dos relatos de transformação termina na perda de peso. “Perdi 26kg, mudei minha vida.” Fim.
Só que tem uma fase depois disso que é completamente diferente, e é onde as pessoas que continuam se separam das que param.
Eu havia perdido o peso. A dieta tinha funcionado, a caminhada tinha funcionado, a musculação inicial tinha funcionado. Mas o corpo magro não era ainda o corpo que eu queria construir. Era o ponto de partida para o que viria a seguir.
O que veio depois foi aprender a treinar para ganhar massa muscular de verdade. Com consistência, com método, com alimentação pensada para isso. E tudo isso enquanto trabalhava de dez a doze horas por dia, dirigia centenas de quilômetros por semana e dormia em hotéis que nem sempre tinham cozinha.
5h30 da manhã, uma cápsula de cafeína e bastante água
A rotina começou com o cardio em jejum. Acordava às 5h30, tomava uma cápsula de cafeína com bastante água e saía para caminhar ou correr antes do café da manhã.
Fazer cardio em jejum faz o corpo usar a gordura como combustível com mais facilidade, porque os níveis de insulina estão baixos depois de uma noite de sono. A cafeína potencializa esse processo — estudos mostram que ela aumenta a oxidação de gordura durante o exercício, especialmente quando o estômago está vazio. Não é mágica. É fisiologia.
Nos dias sem cardio, o despertador tocava às 6h. Café, trabalho, e a academia à noite.
Uma observação para quem lê isso e pensa: “isso é muito cedo pra mim.” Não precisa ser às 5h30. O cardio em jejum funciona porque o corpo está em repouso calórico depois de uma noite sem comer — qualquer horário em que você ainda não se alimentou serve. O importante é encontrar a janela de treino que ninguém vai te tirar e protegê-la.
A marmita que resolvia o problema da estrada
Comer bem na estrada parece impossível. Mas não é. É chato, exige planejamento, mas é possível.
Aprendi a preparar marmitas e, em hotéis com cozinha disponível, passava em torno de uma hora no domingo preparando as refeições da semana inteira e deixava no freezer. Simples, rápido, e resolvia o maior problema do dia. Gostava muito do frango desfiado na panela de pressão ou da carne moída, duas opções fáceis e rápidas de preparar.
Quando não tinha marmita, o critério no restaurante era direto: peito de frango grelhado ou carne assada, sem molho, com arroz, feijão e salada. Em qualquer boteco de estrada isso existe.
O shake virava opção quando não dava para parar: whey protein, albumina, amendoim moído ou pasta de amendoim, leite em pó e banana, todos batidos no mixer portátil. Variava o sabor, carregava os ingredientes na bolsa e resolvia uma refeição em dois minutos. A mulher que não tem estrada mas tem filho para buscar na escola, casa para cuidar e jantar para fazer, pode aplicar exatamente o mesmo raciocínio.
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O mesmo que uso na estrada. Resolve uma refeição completa em dois minutos, cabe na bolsa e recarrega pelo USB.
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Bulking e cutting são estratégias para quem quer resultados reais no corpo. Não são termos de fisiculturista. São fases de qualquer processo sério de transformação, e funcionam para qualquer corpo.
Bulking é a fase de ganho. Você come um pouco acima do que gasta, com foco maior em carboidratos, treina pesado e deixa o corpo construir músculo. Alguma gordura vem junto. É normal e esperado.
Cutting é a fase de definição. Você reduz as calorias, mantém o foco nas proteínas, preserva a massa que construiu com o treino de força e perde a gordura acumulada no processo. O resultado é o corpo mais seco e definido.
Fiz quatro meses de bulking e seis meses de cutting. As fotos que você vê de mim foram tiradas no início do cutting, quando o corpo respondia melhor à redução calórica e a definição aparecia mais rápido.
Mulheres passam exatamente pelo mesmo processo. O hormônio é diferente, a velocidade é diferente, mas a lógica é idêntica: fase de construção, fase de definição, resultado real. Se você está estagnada há meses treinando sem ver mudança, vale se perguntar: em qual fase você está? Ou não está em nenhuma?
O treino para ganhar massa muscular que usei na estrada
A divisão que funcionou para mim era simples e sustentável. Não tentei treinar seis dias por semana. Tentei treinar bem quatro vezes por semana, com consistência, sem faltar.
Segunda e terça, membros superiores e core. Quarta, pernas. Quinta, descanso. Sexta eu voltava, e quando dava, sábado também. Quando o sábado não era possível, trocava por um cardio leve em algum lugar agradável — não como punição, mas como movimento.
O treino de força era o foco. O cardio era complemento. Essa ordem importa porque quem inverte as prioridades acaba gastando energia que deveria ir para construir músculo.
Cada sessão durava entre 50 minutos e uma hora. Nada mais. Aprendi da forma mais difícil que treino longo não é treino melhor.
Os suplementos que faziam parte da rotina
A suplementação não era complicada. Eram quatro itens fixos, sem negociação.
Whey protein depois do treino com uma banana — proteína de absorção rápida na janela pós-treino, quando o músculo está mais receptivo. A albumina entrava nos shakes ao longo do dia, proteína de absorção lenta que mantém os aminoácidos disponíveis por mais tempo e ainda ajudava a reduzir o custo da dieta.
Ômega 3 e polivitamínico todos os dias, não para ganhar músculo diretamente, mas para manter o corpo funcionando bem por dentro. A diferença aparecia na pele, no cabelo, na disposição e na energia do dia a dia.
A creatina entrou depois. A dose que usava, 8g, estava acima da recomendação padrão de hoje, que é de 3 a 5 gramas por dia segundo a ANVISA. Fazia isso com acompanhamento profissional, não por conta própria. Suplementação sem orientação é desperdício de dinheiro no melhor dos casos.
A melatonina fechava a rotina, para garantir a qualidade do sono. E aqui começa o capítulo que eu ainda não tinha entendido direito.
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O treino estava funcionando. A alimentação estava funcionando. Os suplementos estavam no lugar. E ainda assim chegou um ponto em que sentia um cansaço diferente e os resultados começaram a estagnar. Não o cansaço normal de quem treina — era uma fadiga que não passava, como se o corpo não tivesse recuperado do treino do dia anterior.
O problema estava no sono.
Trabalhava das 7h às 19h. Chegava na academia às 19h30. O treino durava uma hora e meia. Chegava em casa às 21h, tomava o whey, tomava banho e quando ia ver já era 22h30. Jantava e dormia às 23h30. Acordava às 6h.
Seis horas de sono por noite.
Durante o sono é quando o corpo libera hormônio de crescimento e repara o músculo trabalhado no treino. Com seis horas, esse processo não se completa. Eu estava me dedicando a um treino para ganhar massa muscular e dormindo pouco para recuperar. O esforço ia embora junto com o sono curto.
O que o espelho mostrou que a balança nunca mostraria
Em nenhum momento desse processo eu perseguia um número na balança.
Fiz bulking, fiz cutting, medi, pesava quando lembrava. Mas o indicador real era outro. Era a calça que sobrou na cintura. Era a camiseta que ficou justa no ombro. Era chegar numa reunião de vendas sentindo que estava presente, disposto, com energia para mais dez horas se precisasse.
Se você está treinando e não enxerga resultado, a pergunta não é “quanto pesei hoje”. É: o espelho está mostrando o que você quer? A roupa está respondendo? A disposição está diferente? Esses são os indicadores que importam. O resto é número.
Mas o sono não era o único problema
Resolver o sono ajudou. Mas não resolveu tudo.
Dez anos de estrada, rotinas exaustivas, dias de trabalho que não terminavam, estresse crônico e uma idade que avançava naturalmente foram criando outro problema que eu ainda não enxergava.
A testosterona estava caindo.
Você merece mais do que isso
Não importa se você está na estrada, no home office ou entre uma reunião e outra. O processo é o mesmo: encontrar a janela de tempo que ninguém vai te tirar, protegê-la, e aparecer nela todos os dias.
O treino para ganhar massa muscular não exige perfeição. Exige consistência. Quatro dias por semana, uma hora por sessão, alimentação pensada e sono respeitado. É isso. O resto é consequência.
Você merece mais do que aquilo.
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